
O Acre deu mais um passo no fortalecimento das ações de vigilância e controle da monilíase, uma das principais ameaças às culturas do cacau e do cupuaçu. A estratégia ganhou reforço com a formalização de um convênio entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), publicado no Diário Oficial da União (DOU), realizado na última quinta-feira (8).
Assinado em 31 de dezembro de 2025, o acordo terá vigência até 1º de abril de 2027 e amplia o suporte às políticas de defesa vegetal no estado, com foco na segurança fitossanitária, junto da sustentabilidade da produção agrícola e na proteção de cadeias produtivas relevantes para a economia regional.
Desde a identificação do primeiro foco da monilíase no Brasil, em 2021, na região do Juruá, o Acre adotou medidas rigorosas de monitoramento e contenção da doença. A atuação integrada permitiu restringir a disseminação do fungo no território estadual e evitar sua propagação para outras áreas produtoras do país.
A experiência acreana tem demonstrado a importância da resposta rápida diante de emergências fitossanitárias, com ações contínuas de vigilância, controle e orientação aos produtores.
O trabalho conjunto entre órgãos federais, estaduais e municipais, aliado à participação dos agricultores, tem sido apontado como fator decisivo para a efetividade das medidas adotadas.
O convênio prevê investimento total de R$ 2,33 milhões. Os recursos serão destinados para despesas de custeio e investimentos, priorizando ações de vigilância fitossanitária e medidas emergenciais de controle.
Parte dos recursos será aplicada na aquisição de veículos, embarcações e equipamentos de campo, além de ferramentas tecnológicas como notebooks, tablets, radiocomunicadores e aparelhos de GPS. O restante será direcionado à compra de materiais de consumo, produção de materiais educativos, capacitação de equipes, pagamento de diárias e aquisição de combustível.