
Avanços no manejo do solo têm contribuído para melhorar o desenvolvimento radicular da cana-de-açúcar, especialmente em regiões sujeitas a veranicos e períodos prolongados de estiagem. Entre as práticas adotadas no campo, a correção da acidez em profundidade aparece como um fator determinante para fortalecer as plantas desde as fases iniciais do cultivo.
Nesse contexto, o uso de fertilizantes com calcário micronizado tem ganhado espaço como alternativa complementar. Diferentemente do calcário convencional, de granulometria mais grossa e menor mobilidade, o material micronizado apresenta partículas mais finas, o que favorece sua movimentação no perfil do solo e amplia o alcance da correção química abaixo da camada superficial.
Segundo especialistas em fertilidade do solo, a correção em profundidade está diretamente relacionada ao maior crescimento das raízes, permitindo que a planta explore camadas mais profundas em busca de água e nutrientes. Esse fator reduz a vulnerabilidade da cultura em situações de déficit hídrico, comuns em determinados períodos do ciclo produtivo da cana.
Outro ponto observado é a velocidade de reação do calcário micronizado no solo. Devido à maior área de contato proporcionada pela granulometria fina, o material tende a reagir mais rapidamente, com efeitos percebidos em prazos mais curtos quando comparados aos corretivos convencionais, que demandam mais tempo para apresentar resultados.
A melhoria das condições químicas do solo, como a redução da acidez e o aumento da disponibilidade de nutrientes, favorece a formação de um sistema radicular mais profundo e robusto. Esse desenvolvimento contribui para maior estabilidade da lavoura, melhor aproveitamento da água disponível no solo e menor impacto das mudanças climáticas sobre a produtividade.