A decisão dos EUA de eliminar as tarifas sobre diversos produtos brasileiros, como carne e café, abriu um novo capítulo do comércio agrícola
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Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e analisados no novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta quarta-feira (21), mostram que as exportações brasileiras de café desaceleraram no 1º semestre da safra 2025/26.

Segundo o centro de pesquisas, o recuo reflete principalmente a oferta limitada de arábica e a redução dos envios para os Estados Unidos, ainda efeito do tarifaço. 

No total, foram embarcadas 20,6 milhões de sacas de arábica e robusta entre julho e dezembro de 2025, volume 21,3% inferior ao registrado em igual intervalo da temporada anterior e o mais baixo para esse intervalo desde 2022/23.

“Mesmo com menor volume, a receita cresceu 11,5%, acumulando US$ 8,05 bilhões”, aponta o Cepea-Esalq/USP. 

Entre os principais destinos, pesquisadores ressaltam, ainda com base nos dados do Cecafé, que a Alemanha assumiu o topo do ranking, até então ocupado pelos Estados Unidos.

Nos seis primeiros meses da temporada, a Alemanha importou 3,01 milhões de sacas de café do Brasil, 951 mil sacas a mais que o total destinado aos EUA no mesmo período.