A cafeicultura mineira, com foco em inovação e cooperação internacional, esteve no centro das discussões na quinta-feira (22), durante encontro na sede da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), em Belo Horizonte (MG).
Foto: Seapa / Divulgação

A cafeicultura mineira, esteve no centro das discussões durante o encontro na sede da da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), em Belo Horizonte (MG), realizado na última quinta-feira (22), com foco em inovação e cooperação internacional.

O evento reuniu representantes do Governo de Minas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da República Tcheca. O grupo analisou uma possível parceria com o Projeto Comunidade, desenvolvido pela Universidade Tcheca de Ciências da Vida (CZU).

O encontro buscou promover a troca de experiências e avançar em uma cooperação tecnológica. O foco recaiu sobre o uso de inteligência de dados geoespaciais para fortalecer a cafeicultura, ampliar a sustentabilidade ambiental e apoiar o planejamento territorial em Minas Gerais.

Projeto Comunidade

Durante a reunião, técnicos e pesquisadores europeus apresentaram o Projeto Comunidade. A plataforma já opera na Colômbia e no Chile. O sistema utiliza dados de satélite e informações territoriais para apoiar decisões na agricultura, na gestão hídrica e na mitigação de riscos climáticos.

A Emater-MG apresentou o mapeamento do parque cafeeiro mineiro, iniciado em 2016. O trabalho utiliza imagens de satélite e conta com validação em campo em 460 municípios produtores.

A instituição também apresentou a plataforma Selo Verde MG, ferramenta pública e gratuita de rastreabilidade que comprova a conformidade ambiental das cadeias produtivas. Segundo os dados da plataforma, mais de 90% das propriedades cafeeiras de Minas Gerais não têm produção associada ao desmatamento.