Processamento de cacau no Brasil somou 195,9 mil toneladas em 2025, queda pela menor demanda, apesar de leve recuperação nas amêndoas
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A moagem de cacau no Brasil totalizou 195.882 toneladas em 2025, queda de 14,6% em relação a 2024, segundo dados do SindiDados Campos Consultores, divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). No quarto trimestre, o volume moído foi de 51.816 toneladas, baixa de 13,1% na comparação anual.

De acordo com a AIPC, o desempenho reflete a menor demanda por derivados de cacau ao longo do ano, em um contexto de custos elevados da matéria-prima, o que levou a indústria a reduzir o ritmo de processamento e operar abaixo da capacidade instalada.

Apesar da queda na moagem, o recebimento de amêndoas apresentou leve alta em 2025, alcançando 186.137 toneladas, crescimento de 3,7% frente a 2024. No último trimestre do ano, o volume recebido foi de 59.737 toneladas, avanço de 9,7%, indicando maior disponibilidade de matéria-prima no encerramento do período.

A Bahia manteve a liderança no fornecimento, com 112,5 mil toneladas recebidas em 2025, aumento de 5,7% e participação de 60,5% no total nacional. Espírito Santo e Rondônia registraram crescimentos proporcionais relevantes, enquanto o Pará apresentou retração de 6,3%, o que reduziu sua participação para 33,1%.

A menor moagem acompanhou a forte queda na comercialização de derivados no mercado interno, que recuou 18,4% em 2025. O volume vendido caiu para 144.932 toneladas, com retração em todas as categorias, como liquor, manteiga, e torta de cacau, o que reforça o cenário enfraquecido na demanda doméstica.

No comércio exterior, as exportações de derivados somaram 52.951 toneladas em 2025, alta de 5,4% no acumulado do ano, o que ajudou a sustentar parcialmente a atividade industrial. Ainda assim, o desempenho positivo internacional não foi suficiente para compensar a retração do consumo doméstico e manter os níveis de moagem observados em anos anteriores.