Pesquisas conduzidas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), em parceria com instituições do Brasil e do exterior, identificaram genes de parentes silvestres do amendoim capazes de ampliar a resistência das variedades cultivadas a diferentes estresses agrícolas. A abordagem é inédita por se basear em espécies nativas da América do Sul e no uso de tecnologias avançadas de melhoramento genético
Foto: Marcos Esteves

Pesquisas conduzidas pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), em parceria com instituições do Brasil e do exterior, identificaram genes de parentes silvestres do amendoim capazes de ampliar a resistência das variedades cultivadas a diferentes estresses agrícolas.

A abordagem é inédita por se basear em espécies nativas da América do Sul e no uso de tecnologias avançadas de melhoramento genético.

Um dos genes identificados é o AdEXLB8, isolado da Arachis duranensis, uma das espécies silvestres ancestrais do amendoim cultivado. Os estudos mostram que a introdução desse gene promove mecanismos de defesa que ajudam as plantas a enfrentar desafios como seca, nematoides e fungos.

O objetivo inicial do estudo foi demonstrar que o gene não confere resistência diretamente, mas ativa um mecanismo conhecido como priming de defesa. Essa proteína é ativada quando a planta está sob estresse ou sofre ataque de um patógeno, explica Ana Brasileiro, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

Os resultados indicaram que plantas de tabaco, soja e amendoim que carregam esse gene.

Todo o processo evolutivo resultou em espécies silvestres mais adaptadas. Elas conseguem suportar ambientes mais desafiadores e se tornam fontes valiosas de genes de interesse para o melhoramento genético, a pesquisa científica e a agricultura.

O que é priming de defesa?

O priming de defesa é um mecanismo pelo qual as plantas se preparam previamente para futuros ataques ou estresses, mantendo seus sistemas de defesa em estado de alerta. Funciona como um “aviso prévio” diante de uma possível ameaça.