A safra de grãos no Brasil deve alcançar produção de 346,1 milhões de toneladas em 2025, alta de 18,2% em relação a 2024, diz IBGE
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A produção de grãos no Brasil deve alcançar 346,1 milhões de toneladas em 2025, alta de 18,2% em relação a 2024, segundo a estimativa de dezembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço é puxado principalmente por soja e milho, que registram crescimento de produção e expansão de área em grande parte do país.

A soja deve atingir 166,1 milhões de toneladas em 2025, novo recorde da série histórica, com aumento de 14,6% frente ao ano anterior. O milho também alcança volume recorde, estimado em 141,7 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela segunda safra, que responde por 116,0 milhões de toneladas. Já o algodão herbáceo em caroço soma 9,9 milhões de toneladas, crescimento de 11,4% em relação a 2024.

O sorgo apresenta uma das maiores variações percentuais, com produção estimada em 5,4 milhões de toneladas, alta de 35,5% na comparação anual. A área cultivada da cultura também cresce de forma expressiva, refletindo seu uso como alternativa em sistemas produtivos do Centro-Oeste e do Sudeste.

Para o café, as estimativas mais recentes indicam ajustes positivos. Em dezembro, o IBGE revisou para cima tanto o café arábica quanto o canéfora, com crescimento mensal de 0,1% e 1,5%, respectivamente. O desempenho reflete expectativas mais favoráveis de clima e produtividade nas principais regiões produtoras.

O Centro-Oeste lidera a produção nacional em 2025, com 178,7 milhões de toneladas, o equivalente a 51,6% do total. Mato Grosso segue como principal produtor do país, concentrando parte relevante da soja, do milho e do algodão herbáceo, seguido por Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Projeções para 2026

Para 2026, o IBGE projeta uma safra de 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% em relação ao recorde previsto para 2025. A retração é explicada principalmente pela redução esperada na produção de milho, sorgo, arroz e algodão herbáceo, enquanto a soja deve crescer 2,5% e alcançar 170,3 milhões de toneladas.

O algodão herbáceo deve recuar 10,5% em 2026, pressionado por estoques elevados e preços menos atrativos, levando produtores a reduzir a área. O milho também apresenta ajuste negativo, com queda estimada de 6,0%, concentrada na segunda safra. Já o sorgo deve recuar 13,0%, após forte expansão em 2025.

Por outro lado, o café inicia 2026 com expectativa de crescimento de 7,3% na produção total, sustentado pela bienalidade positiva do arábica e condições climáticas consideradas mais favoráveis até o momento. A soja, por sua vez, mantém trajetória de expansão e pode registrar novo recorde, mesmo com ajustes regionais de área e produtividade.