Em 2025, o Paraná se tornou o produtor de quase 40% das sementes de feijão no Brasil. Segundo dados do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), nas safras 2024/25 e 2025/25 do cultivar foram implantados 17.822 hectares de campos de produção de sementes de cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 ha de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Em 2025, o Paraná se tornou o produtor de quase 40% das sementes de feijão no Brasil. Segundo dados do Controle de Produção de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), nas safras 2024/25 e 2025/25 foram implantados 17.822 hectares com cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 ha de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto.

De acordo com estimativas do estado, foram colhidas 865 mil toneladas nas últimas duas safras de feijão: foram 338 mil t na primeira e 526,6 mil t na segunda. Atualmente, o Paraná representa 25% da produção total da cultura, um novo recorde para o cultivo do feijão paranaense.

De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o feijão do grupo comercial preto produzido na região responde por 71,2% de toda a área multiplicada no Brasil. Entre os tipos de cultivar, o destaque vai para o IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares implantados (68,7% das multiplicações de feijão preto).

Até o momento o programa de melhoramento genético do IDR-Paraná já desenvolveu cerca de 42 cultivares de feijão. Um dos principais objetivos do instituto é aumentar a variabilidade genética da cultura, diminuindo a vulnerabilidade do grão.

Em março deste ano, o IDR-Paraná irá lançar a sua 43ª cultivar, o feijão IPR Quiriquiri,do grupo comercial carioca. A principal característica da nova variação é o escurecimento lento do tegumento, a casca do grão, tanto durante a colheita quanto após o armazenamento.