
A produção nacional de alho vem ganhando novo fôlego com o avanço da biotecnologia e o uso crescente de bioinsumos, ferramentas que ampliam a eficiência nutricional, a sanidade das plantas e a produtividade no campo.
Mesmo sendo uma das culturas mais tecnificadas, e também mais caras, do setor hortifrutigranjeiro, o alho tem mostrado alto potencial de retorno quando manejado com precisão. Hoje, o Brasil cultiva cerca de 13 mil hectares de alho, com uma produção média anual de 172 mil toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O investimento, porém, é alto: os custos chegam a R$ 250 mil por hectare, mas o faturamento pode superar R$ 360 mil por hectare, com produtividades entre 16 e 20 toneladas.
A cultura necessita de altos investimentos também devido a sua exigência de grandes volumes de fertilizantes, de 3 a 4 t/ha, cerca de dez vezes mais que culturas como a soja, que utiliza 0,25 a 0,3 t/ha.
O nutriente mais absorvido é o nitrogênio, essencial ao desenvolvimento foliar, mas que, em excesso, favorece doenças, como as bacterioses foliares e raiz rosada estão entre os principais desafios da cultura. Nesse cenário, os fertilizantes biotecnológicos e biodefensivos têm se consolidado como aliados estratégicos, como os insumos produzidos com bactérias do gênero bacillus.
Além dos custos elevados, o setor enfrenta outros desafios: a dependência de fertilizantes importados, a alta sensibilidade a patógenos e a necessidade de irrigação constante. Regiões como Cerrado Mineiro, Cristalina (GO) e áreas do Sul do Brasil concentram grande parte da produção.
A busca por equilíbrio biológico através de bioinsumos no plantio de alho contribui não só para maior produtividade, mas também é essencial para a longevidade das áreas produtivas, reduzindo doenças de solo e favorecendo rotações mais sustentáveis.