Citricultura

Paraná intensifica combate ao greening com operação no Norte do Estado

Ação da Adapar foca em prevenção e erradicação da doença que ameaça a citricultura paranaense

A imagem ilustra a ação do Paraná com foco na prevenção e erradicação do greening
Foto: Roberto Dziura Jr/Agência Estadual de Notícias

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) inicia, entre os dias 12 e 16 de maio, uma operação de combate ao greening na região Norte do Paraná. A ação será estendida nos meses seguintes e envolve fiscalização, corte de plantas doentes e conscientização dos produtores.

O greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing), é uma das doenças mais devastadoras da citricultura mundial. O agente causador é a bactéria Candidatus Liberibacter spp., transmitida pelo psilídeo asiático dos citros (Diaphorina citri). Com isso, a enfermidade causa deformações, queda prematura dos frutos e também pode levar à morte precoce das plantas, inviabilizando economicamente os pomares.

Medidas de controle e orientação aos produtores

Durante a operação, a Adapar vai:

  • Realizar ações educativas e fiscalizações;
  • Determinar o corte obrigatório de plantas hospedeiras com sintomas, com até oito anos;
  • Recomendar poda em raio de 4 km do foco, com manejo adequado por parte do produtor;
  • Atuar em pomares comerciais, propriedades rurais e áreas urbanas com árvores frutíferas.

Segundo a coordenadora do Programa de Citricultura da Adapar, Caroline Garbuio, o greening pode inviabilizar a citricultura no Paraná, com impacto na economia local:

“Nosso foco está em conscientização, fiscalização e reforço do trabalho no campo, visto que a atuação precisa ser coletiva, pois o inseto pode transitar por várias propriedades”, disse, em nota.

Além disso, o secretário estadual da Agricultura, Marcio Nunes, ressalta o papel crescente da fruticultura na região Norte: “A produção de citros está crescendo e tem espaço para se desenvolver ainda mais”, afirmou.

Citricultura no Paraná

Segundo dados do Valor Bruto da Produção (VBP), levantados pelo Deral, os principais citros — laranjas, tangerinas e limões — foram cultivados em 29,3 mil hectares paranaenses. A citricultura é o segmento mais expressivo da fruticultura paranaense.

A Adapar já realizou ações similares em regiões estratégicas como Paranavaí, Maringá e Umuarama, na porção Noroeste do Estado, área que concentra a maior produção de laranjas do Paraná.