Pesquisa desenvolvida pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) avalia o uso de bananas que seriam descartadas para a produção de amido. A iniciativa busca reduzir o desperdício, ampliar o aproveitamento da fruta e atender à demanda da indústria alimentícia, com potencial de geração de renda no estado.
Foto: Wenderson Araujo

Pesquisa desenvolvida pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) avalia o uso de bananas que seriam descartadas para a produção de amido no Espírito Santo. A iniciativa busca reduzir o desperdício, ampliar o aproveitamento da fruta e atender à demanda da indústria alimentícia, com potencial de geração de renda no estado.

O Ifes desenvolve o estudo em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Atualmente, produtores de banana perdem cerca de 10% da colheita. Frutas fora do padrão de comercialização costumam seguir para a adubação ou para a alimentação animal e, mesmo com esse reaproveitamento, uma parcela significativa ainda acaba no lixo.

Produção e impacto econômico no Espírito Santo

A pesquisa indica que as sobras da banana podem gerar renda adicional para os produtores e estimular a criação de uma nova cadeia produtiva a partir de alimentos descartados. Os pesquisadores apontam o uso desse material na produção de farinha ou amido.

O Espírito Santo figura entre os maiores produtores de banana do Brasil, com colheita ao longo de todo o ano. De acordo com o Incaper, o estado conta com 28,6 mil hectares plantados e registra produção média anual de 400 mil toneladas.

O cultivo da fruta está presente em 75 dos 78 municípios capixabas. Alfredo Chaves, na Região Serrana, lidera a produção estadual, com volume superior a 44 mil toneladas por ano em uma área de aproximadamente 3.200 hectares, segundo dados do Incaper. A agricultura familiar responde por grande parte dessa produção.

Os produtores destinam a banana cultivada no Espírito Santo principalmente aos mercados de Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.