
Os preços do tomate registraram forte valorização nas principais centrais atacadistas do país na terceira semana de janeiro, refletindo uma oferta mais limitada de frutos com padrão comercial. O movimento reacende o debate sobre a necessidade de práticas agronômicas capazes de elevar a produtividade e reduzir a volatilidade da safra, especialmente em um cenário de maior variabilidade climática.
Levantamentos de mercado mostram que as cotações do tomate salada longa vida tipo 3A permaneceram em patamares elevados em diversas regiões. No Rio de Janeiro, os preços se aproximaram de R$ 107 por caixa de 20 kg, com alta em torno de 40%. Em Campinas (SP), a valorização foi próxima de 33%, alcançando cerca de R$ 105, enquanto em Belo Horizonte (MG) os aumentos superaram 50% no período analisado.
A principal causa é a menor disponibilidade de tomates com qualidade comercial, atribuída às condições climáticas recentes e à desaceleração da colheita em áreas que concentraram a produção no início do ano.
Para produtores e técnicos, o cenário evidencia a importância de estratégias que aumentem a resiliência das lavouras ao longo do ciclo produtivo. Entre elas, o preparo adequado do solo antes do plantio é apontado como um dos fatores mais determinantes para a formação de um sistema radicular eficiente, capaz de ampliar a absorção de água e nutrientes e reduzir perdas associadas ao estresse hídrico e a doenças.
Especialistas em olericultura destacam que solos bem estruturados, com boa aeração, drenagem adequada e níveis equilibrados de matéria orgânica, favorecem o desenvolvimento das plantas e contribuem diretamente para o rendimento da cultura. Práticas como correção de pH, incorporação de matéria orgânica e preparo físico adequado do terreno ajudam a criar condições para que o tomateiro expresse seu potencial produtivo.