A mais recente pesquisa de campo da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) descartou novos casos de cancro cítrico em Goiás, os dados são do Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em pesquisa recente, descartou novos casos de cancro cítrico em Goiás. Os dados são do Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico.

A ação envolveu 61 técnicos da Agrodefesa, em que foram inspecionadas 82 propriedades comerciais em 55 cidades. Os fiscais também buscaram focos da doença em 40 propriedades não comerciais e 11 viveiros de citros, entre outubro e dezembro de 2025.

O levantamento da agência é baseado nas exigências da Instrução Normativa nº 21/2018 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além de delimitar possíveis áreas com a presença da praga, a pesquisa é essencial para atestar o status fitossanitário da citricultura de Goiás.

Durante as vistorias, foram encontradas dez amostras suspeitas de portarem a doença, contudo, após testes em laboratório, todas estavam livres da bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro cítrico.

Atualmente, o estado de Goiás conta com três status fitossanitários para a doença:

  • Área Sob Erradicação: Compreende áreas não comerciais dos municípios de Itajá, Itarumã, Jataí, Lagoa Santa e São Simão;
  • Área sob Sistema de Mitigação de Riscos (SMR): Abrange os municípios de Inaciolândia, Cachoeira Dourada, Itumbiara, Gouvelândia, Quirinópolis, Rio Verde, Cachoeira Alta, Cromínia, Joviânia e Bom Jesus de Goiás; e
  • Área Sem Ocorrência: Corresponde aos demais municípios do estado.

Como se prevenir da doença

A Agrodefesa recomenda aos produtores rurais e à população em geral que, para se prevenir do cancro cítrico, é ideal evitar comprar mudas de comércio ambulante ou de origem desconhecida.

A melhor forma de comprar mudas para citricultura é por meio de estabelecimentos cadastrados nos sistemas da Agrodefesa e do Mapa. Viveiros ao ar livre também são possíveis vetores da doença e são proibidos por lei.

O cancro cítrico também se espalha por meio das chuvas, pelo vento, equipamentos e veículos contaminados, e restos de colheita. A doença provoca lesões nos citros e a queda de folhas e dos próprios frutos, portanto, acelera a podridão dos produtos.