Foto: Jay's Photography/Pexels
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As condições climáticas das últimas semanas favoreceram o desenvolvimento das lavouras de milho no Rio Grande do Sul. O retorno das chuvas, aliado a temperaturas adequadas, contribuiu para a recuperação parcial da produtividade em áreas afetadas pela estiagem no fim de novembro e dezembro, especialmente nas lavouras de sequeiro. Já os cultivos irrigados apresentam desempenho elevado e indicam potencial produtivo acima da média.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, 93% da área projetada para o milho no estado, estimada em 785.030 hectares, já foi semeada. A maior parte das lavouras se encontram na fase de enchimento de grãos, incluindo aquelas implantadas mais tardiamente, que não atravessaram períodos críticos durante o déficit hídrico.

Apesar do efeito positivo das chuvas, o excesso de umidade elevou a incidência de fungos e bacterioses, exigindo maior atenção dos produtores. Também há registros de presença significativa da cigarrinha do milho em diferentes regiões, embora não haja relatos relevantes de enfezamento até o momento.

Em São Borja, na região administrativa de Bagé (RS), a colheita já começou e atingiu cerca de 10% dos 22 mil hectares cultivados, com resultados iniciais considerados satisfatórios para áreas semeadas no início de agosto. Na região de Ijuí (RS), as condições climáticas têm favorecido o enchimento de grãos, mesmo após perdas pontuais causadas pela estiagem anterior. Em lavouras irrigadas da região, a produtividade média observada chega a 15 mil quilos por hectare.

Para a safra atual, a Emater/RS-Ascar projeta produtividade média estadual de 7.370 quilos por hectare.