
Os primeiros focos de ferrugem asiática da soja na safra 2025/26 foram confirmados em Corbélia (PR) e Itapetininga (SP), de acordo com o Consórcio Antiferrugem. O registro acende o alerta para produtores dessas regiões reforçarem o monitoramento das lavouras.
As atuais condições climáticas, com chuvas frequentes, favorecem o desenvolvimento do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem, inclusive em outras regiões, como no Cerrado e no Sul do Brasil. A doença traz alto risco para a safra e pode reduzir de forma significativa a produtividade quando o controle não ocorre no momento certo.
Medidas de prevenção e monitoramento
As previsões para os próximos dias indicam novas precipitações no Cerrado, cenário que amplia as chances de avanço da ferrugem.
A Embrapa Soja lembra que, em junho do ano passado, o Ministério da Agricultura publicou a Portaria nº 1.124, que instituiu o Programa Nacional de Controle de Ferrugem-asiática da Soja (PNCFS). O programa inclui ações como o vazio sanitário e o calendário de semeadura, práticas que reduzem o risco de infecção e tornam o uso de defensivos mais racional.
O monitoramento constante se torna essencial, sobretudo nas áreas mais úmidas e nas primeiras semeaduras. Além disso, a atenção antecipada ajuda a detectar os primeiros sinais da doença.
Para isso, ao identificar a ferrugem, o produtor deve observar as folhas do terço médio e inferior das plantas e procurar pontuações escuras contra a luz, principalmente próximo ao florescimento ou ao fechamento das ruas de semeadura.
Sem medidas preventivas e acompanhamento frequente, a ferrugem asiática da soja pode destruir até 90% da lavoura.