A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realiza, no dia 28 de janeiro, a Visita Técnica ao Centro Tecnológico do Araguaia (CTECNO Araguaia), localizado no município de Nova Nazaré (MT). O evento tem início às 7h e já está com inscrições abertas, reunindo produtores rurais e técnicos interessados em inovação, manejo e aumento da produtividade da soja
Foto: Divulgação/CNA Brasil

Estimativas iniciais indicam que o Brasil deve alcançar uma nova produção recorde de soja na safra 2025/26, destaca o novo boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), que traz as principais perspectivas para o mercado de soja neste ano.

Quanto à oferta global, esta deve diminuir, resultado, sobretudo, da menor disponibilidade nos Estados Unidos e na Argentina.

“Esse cenário tende a ampliar ainda mais o protagonismo brasileiro no comércio internacional, com o País podendo ser responsável por abastecer cerca de 60% da demanda mundial de soja”, pontua o centro de pesquisas.

Diante dessa conjuntura, os preços externos e as negociações para embarques nos portos brasileiros no primeiro semestre de 2026 indicam sinais de recuperação.

Parte da valorização esperada para o mercado internacional está associada ao acordo comercial entre a China e os Estados Unidos, no qual o governo asiático se comprometeu a intensificar as importações de soja norte-americana entre 2026 e 2028.

“Ainda assim, a expectativa é de que a demanda chinesa pela oleaginosa brasileira permaneça elevada, sustentando os prêmios de exportação. Vale destacar que a evolução da taxa de câmbio continuará a ser um fator-chave na formação dos preços internos”, explica o Cepea-Esalq/USP.

No cenário internacional, o dólar tende a ser pressionado pela redução dos juros nos EUA, após o Federal Reserve (banco central norte-americano) cortar a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano.

Por outro lado, a recuperação dos preços no Brasil e nos Estados Unidos pode encontrar limites na maior competitividade da Argentina, destacam pesquisadores do Cepea.

O governo do país vizinho anunciou novas reduções das retenciones, com a alíquota sobre o grão recuando de 26% para 24%, enquanto as tarifas sobre farelo e óleo passaram de 24,5% para 22,5%, o que tende a estimular as exportações argentinas.