Investimento sustentável

Embrapa e MDA lançam projeto para recuperar a Caatinga

EtnoCaatinga terá R$ 4,7 milhões em investimentos e atuação conjunta com comunidades regionais tradicionais

Foto: Leonardo Dourado/Pexels
Foto: Leonardo Dourado/Pexels

A Embrapa e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançaram oficialmente o projeto EtnoCaatinga, durante o Semiárido Show, em Petrolina (PE).

A iniciativa conta com R$ 4,7 milhões em investimentos e vai atuar em áreas da Bahia, Pernambuco e Piauí, promovendo ações de recuperação e conservação do bioma Caatinga em parceria com comunidades indígenas, quilombolas e povos tradicionais.

Metodologia de Recaatingamento

Coordenado pela Embrapa Semiárido, o projeto terá como base o Recaatingamento, metodologia que integra práticas sustentáveis de convivência com o Semiárido.

As ações incluem:

  • recuperação de solos;
  • captação de água;
  • uso de sementes nativas;
  • tecnologias sociais já testadas, como:
    • barragens subterrâneas,
    • sistemas de tratamento de esgoto doméstico,
    • fogões ecológicos,
    • barreiros trincheiras para caprinos,
    • sistemas fotovoltaicos em unidades de beneficiamento da agrobiodiversidade.

Inclusão produtiva e fortalecimento comunitário

Além da dimensão ambiental, o EtnoCaatinga também prevê medidas de inclusão socioprodutiva, como:

Essas ações buscam garantir renda, segurança alimentar e valorização da agrobiodiversidade local.

Declarações e importância estratégica

Durante a cerimônia de assinatura, o ministro do MDA, Paulo Teixeira, destacou o papel estratégico da Embrapa:

“A empresa tem as melhores tecnologias para atuar em conjunto com os programas do Governo Federal. Ao circular neste evento, vemos que as últimas tendências para a agricultura brasileira estão aqui.”

A diretora de Inovação da Embrapa, Ana Euler, reforçou o alinhamento entre ciência e políticas públicas:

“Temos o compromisso de promover inovação transformadora e pesquisas participativas, que já estão trazendo impacto em assentamentos e projetos de agroecologia e produção orgânica.”