A Embrapa e o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) lançaram oficialmente o projeto EtnoCaatinga, durante o Semiárido Show, em Petrolina (PE).
A iniciativa conta com R$ 4,7 milhões em investimentos e vai atuar em áreas da Bahia, Pernambuco e Piauí, promovendo ações de recuperação e conservação do bioma Caatinga em parceria com comunidades indígenas, quilombolas e povos tradicionais.
Metodologia de Recaatingamento
Coordenado pela Embrapa Semiárido, o projeto terá como base o Recaatingamento, metodologia que integra práticas sustentáveis de convivência com o Semiárido.
As ações incluem:
- recuperação de solos;
- captação de água;
- uso de sementes nativas;
- tecnologias sociais já testadas, como:
- barragens subterrâneas,
- sistemas de tratamento de esgoto doméstico,
- fogões ecológicos,
- barreiros trincheiras para caprinos,
- sistemas fotovoltaicos em unidades de beneficiamento da agrobiodiversidade.
Inclusão produtiva e fortalecimento comunitário
Além da dimensão ambiental, o EtnoCaatinga também prevê medidas de inclusão socioprodutiva, como:
- instalação de sistemas agroflorestais;
- criação de viveiros de mudas;
- implantação de unidades do Sisteminha Embrapa;
- entrega de kits de apicultura e sementes nativas para comunidades beneficiadas.
Essas ações buscam garantir renda, segurança alimentar e valorização da agrobiodiversidade local.
Declarações e importância estratégica
Durante a cerimônia de assinatura, o ministro do MDA, Paulo Teixeira, destacou o papel estratégico da Embrapa:
“A empresa tem as melhores tecnologias para atuar em conjunto com os programas do Governo Federal. Ao circular neste evento, vemos que as últimas tendências para a agricultura brasileira estão aqui.”
A diretora de Inovação da Embrapa, Ana Euler, reforçou o alinhamento entre ciência e políticas públicas:
“Temos o compromisso de promover inovação transformadora e pesquisas participativas, que já estão trazendo impacto em assentamentos e projetos de agroecologia e produção orgânica.”