Atualização climática

Calor dá trégua com frente fria, mas riscos de incêndio seguem

DATAGRO aponta novas instabilidades climáticas no Sul e previsão de retorno do calor no Centro-Oeste e Sudeste

Onda de frio, temperatura, geada
Foto: Ana Tigrinho/Agência Estadual de Notícias do Paraná

A forte onda de calor que atingiu o Centro-Sul do Brasil no fim de semana perdeu força com a entrada de uma frente fria no domingo (24). Segundo análise da DATAGRO, as máximas, que no dia 23 haviam superado os 34°C, recuaram para a faixa dos 30°C na segunda-feira (25).

Mesmo assim, no Mato Grosso, cidades ainda registraram temperaturas acima dos 38°C, entre 3°C e 6°C acima da média histórica de agosto.

Instabilidades e risco de granizo no Sul

Um cavado meteorológico entre Santa Catarina e Paraná favorece a formação de chuvas e até granizo, com volumes previstos entre 10 e 50 mm.

Em São Paulo, a chance de chuva é restrita à faixa leste e em volumes baixos, sem impactos relevantes sobre a colheita. Modelos do ECMWF indicam possibilidade de chuvas de 5 a 15 mm em São Paulo e Minas Gerais entre os dias 29 e 30 de agosto.

Já em setembro, a tendência é de tempo seco, com retorno das precipitações apenas na segunda semana do mês.

Retorno do calor e riscos de incêndio

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que as temperaturas voltarão a subir a partir de 29/8:

  • Até 35°C no Centro-Oeste;
  • Mais de 40°C no Pantanal;
  • Entre 25°C e 32°C em São Paulo.

Esse cenário mantém alto risco de incêndios florestais, apesar de os registros estarem abaixo da média dos últimos 10 anos.

De julho até a primeira quinzena de agosto, foram contabilizados 2.306 focos de queimadas, contra uma média de 3.870 e os 5.031 registrados em 2024, ano marcado por seca extrema.

Tendência para setembro

A previsão indica que, na primeira semana de setembro, as temperaturas fiquem entre 1°C e 3°C acima da média climatológica.

No Sul do Brasil e no sul do Mato Grosso do Sul, as máximas podem superar esse intervalo, chegando até 3°C acima da normal histórica.