
As chuvas registradas nesta segunda quinzena de novembro voltaram a elevar a umidade em importantes regiões produtoras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro, indica o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta sexta-feira (28).
O documento destaca, contudo, que, em muitos municípios, as precipitações vieram acompanhadas de fortes ventos e de granizo, resultando, em alguns casos, em enfolhamento das plantas e em derrubadas de frutos e de flores.
“Vale lembrar que esse contexto é observado justamente em um momento de colheita da safra 2025/26 e de desenvolvimento da temporada 2026/27”, ressalta o Cepea-Esalq/USP.
Segundo pesquisadores do centro, além de prejudicar as árvores, essas intempéries podem deixar a planta mais vulnerável a doenças.
“Os municípios paulistas de Avaré, Pratânia e de São Manuel foram atingidos por queda de granizo e, há poucas semanas, já tinham enfrentado chuvas extremas com ventos fortes”, relata. “O noroeste do estado de São Paulo também foi atingido pelo clima intenso”, completa.
O Cepea-Esalq/USP sinaliza que a frequência desses eventos climáticos extremos neste ano preocupa.
“De um modo geral, o acumulado de chuvas ainda é bom e as temperaturas estão mais amenas desde o inverno, contexto que vem colaborando com o desenvolvimento da florada e ajudando para uma safra mais produtiva”, resume.
A qualidade geral das frutas da safra 2025/26 segue satisfatória na maioria das regiões.