As exportações brasileiras de suco de laranja iniciaram a safra 2025/26 em ritmo abaixo do esperado, apesar das projeções iniciais positivas do setor. De acordo com análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada)
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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que deve ser oficializado em 17 de janeiro, é avaliado pelo setor citrícola brasileiro como uma oportunidade de médio prazo para retomar competitividade e ampliar vendas ao mercado europeu, aponta o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta sexta-feira (16).

Conforme explica o centro de pesquisas, o acordo prevê a eliminação gradual das tarifas: até 4 anos para o suco de laranja não concentrado (NFC) e de 7 a 10 anos para o suco concentrado congelado (FCOJ), com salvaguardas e monitoramento. 

Estimativas da CitrusBR indicam economia acumulada de cerca de US$ 320 milhões nos primeiros cinco anos, podendo favorecer a retomada dos embarques ao bloco. 

Nos seis primeiros meses da safra 2025/26, que ocorrem entre de julho a dezembro de 2025, as exportações brasileiras de suco de laranja concentrado (66° brix) totalizaram 423,26 mil toneladas (em equivalente de suco concentrado), queda de 5,4% frente ao mesmo período da temporada 2024/25, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea-Esalq/USP.

Do total, 51,9% tiveram como destino os EUA e 41,5% seguiram para a União Europeia, proporção inferior à observada até a safra passada, quando o bloco europeu absorvia mais de 60% dos embarques nacionais.