Com o avanço da colheita e do beneficiamento do algodão no Brasil, cotonicultores têm priorizado os embarques referentes aos contratos a termo, aponta o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta quarta-feira (27).
Segundo o centro de pesquisas, a maioria desses contratos foi firmada a valores mais vantajosos que os atuais preços praticados no mercado spot.
“Outra parcela dos vendedores até disponibiliza alguns volumes e mostra maior flexibilidade, mas compradores ofertam valores menores para novas aquisições, o que pressiona as cotações”, aponta o Cepea-Esalq/USP. Além disso, a dificuldade na aprovação dos lotes também limita uma maior liquidez.
Do lado da demanda, indústrias seguem cautelosas em novas compras, diante do enfraquecimento das vendas; muitas empresas têm recorrido ao uso de estoques próprios ou de contratos já firmados.
Colheita do algodão
Segundo levantamento realizado pela DATAGRO até 23 de agosto, a colheita da safra brasileira de algodão 2025 alcançou 60,3% da área projetada, após avançar 5 pontos percentuais em relação à semana anterior.
No mesmo período do ano passado, os trabalhos no Brasil estavam em 76,1%; já na média dos últimos cinco anos, atingiam 80,1%.
No Mato Grosso, responsável por cerca de 70% da produção brasileira da pluma, a colheita chegou a 54,2% da área projetada, ritmo inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (75,1%) e mais distante ainda da média plurianual (81,5%). Na Bahia, segundo maior estado produtor, a colheita atingiu 69,0% da área estimada.