A Embrapa Suínos e Aves divulgou, ontem (13), por meio da por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) que os custos para produzir frango de corte caíram 2,81%, em 2025. Por outro lado, a despesa na produção do quilo do suíno vivo registrou um aumento de 4,39%, no ano passado
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Em janeiro, a competitividade da carne de frango caiu frente à suína, mas subiu em relação à bovina, de acordo com o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta sexta-feira (30).  

Segundo o centro de pesquisas, a desvalorização da proteína suinícola foi um pouco mais intensa que a da avícola, enquanto a carne bovina se valorizou ligeiramente, todas no atacado da Grande São Paulo

Pesquisadores explicam que o movimento de queda de preços das carnes de frango e suína é típico do primeiro mês do ano, quando a demanda interna tende a estar mais enfraquecida, gerando uma sobreoferta.

Para a proteína bovina, as altas até meados de janeiro garantiram o aumento da média mensal. Contudo, o ritmo de negócios diminuiu na última semana.

Preços da carne suína despencam

Iniciada há cerca de três semanas, a tendência de queda nos preços da carner suína persiste no mercado suinícola nacional. Segundo levantamento do aponta o Cepea-Esalq/USP, em um mês, as desvalorizações no mercado independente (spot) chegam aos 20%

Com isso, pesquisadores explicam que muitos produtores têm negociado o suíno vivo a valores muito próximos, ou até abaixo, dos observados para a produção integrada.

“Ressalta que, historicamente, as cotações do animal no mercado independente operam acima das de produção integrada, devido aos maiores custos”, diz o centro de pesquisas. 

Quanto à carne suína, dados compilados da UN Comtrade, da Organização das Nações Unidas (ONU), e analisados pelo Cepea-Esalq/USP mostram que a proteína brasileira foi a mais competitiva no mercado internacional em 2025, quando considerado o valor em dólar por quilo exportado

Atual terceiro maior exportador mundial, o Brasil registrou valor médio de US$ 2,57/quilo, enquanto os Estados Unidos e a União Europeia (respectivamente o primeiro e segundo maiores exportadores globais) tiveram ambos média de US$ 3,18/kg