
As chuvas intensas registradas ao longo de janeiro afetaram o mercado citrícola paulista, sobretudo no segmento de mesa, aponta o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta sexta-feira (30).
Segundo o centro de pesquisas, a umidade excessiva elevou a incidência de podridões e de fungos nos pomares, provocando queda de frutos e comprometendo a qualidade e a vida útil pós-colheita da laranja.
“Nesse contexto, parte da produção destinada à indústria acaba sendo perdida, enquanto outra parcela chega ao mercado com padrão inferior, o que amplia a pressão sobre as cotações em um ambiente já caracterizado por oferta elevada”, explica o Cepea-Esalq/USP.
Ainda de acordo com o centro de pesquisas, o recebimento de frutas no spot permanece mais contido, com indústrias concentradas no cumprimento dos últimos contratos e no processamento de fruta própria.