Os produtores de trigo e arroz ganharam um novo reforço para a comercialização e o escoamento da safra. Na última sexta-feira (12), o governo federal autorizou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a realizar leilões públicos dos instrumentos Pepro e PEP, com a destinação de cerca de R$ 167 milhões para as operações, conforme portarias assinadas pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária.
Foto: Wenderson Araujo/Trlux

O mercado de trigo caminha para encerrar o primeiro mês de 2026 em ritmo lento, destaca o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta terça-feira (27). 

Segundo o documento, produtores seguem focados na colheita da safra de verão e no cultivo das lavouras de segunda safra, enquanto compradores se mostram presentes apenas para a renovação parcial de estoques.

“Nem mesmo as negociações externas envolvendo trigo reagiram, com importações e exportações inferiores às de janeiro de 2025”, acrescenta o Cepea-Esalq/USP. 

De modo geralpesquisadores explicam que vendedores negociam em situações pontuais, de acordo com a necessidade de “fazer caixa” ou liberar espaço nos armazéns.

Do lado da demanda, agentes indicam já estar abastecidos, com volumes remanescentes e por meio de contratos previamente firmados para janeiro e fevereiro, o que restringe ainda mais a procura no spot no curto prazo.