
As vendas de laranja no mercado de mesa estão lentas neste começo de 2026, destaca o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado na última sexta-feira (9).
“No segmento industrial, o cenário também é de fraco ritmo de compra de novos lotes de fruta no spot, com algumas indústrias já começando a reduzir e até mesmo a finalizar as atividades de moagem”, acrescenta o centro de pesquisas.
Quanto aos preços, no mercado de mesa, dados do Cepea-Esalq/USP mostram reação, enquanto na indústria, agentes seguem negociando no spot nas mesmas bases de preços estabelecidas ainda no final de 2025.
No campo, produtores têm relatado preocupação com o clima, especialmente após os dias bastante quentes e com chuvas limitadas do final de 2025 – vale lembrar que, nos últimos anos, essas condições climáticas acabaram prejudicando fortemente as condições das lavouras.
Já neste início de 2026, as temperaturas voltaram a ficar mais amenas, mas as lavouras seguem necessitando de chuvas para uma boa manutenção do vigor e para o adequado desenvolvimento dos frutos da safra 2026/27.
A produção brasileira de laranja na safra 2026/27 deverá alcançar 330 milhões de caixas de 40,8 kg, alta de 3,7% em relação à estimativa revisada para o ciclo anterior, segundo relatório divulgado na semana passada pelo adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília.
O avanço é atribuído à expectativa de condições climáticas mais satisfatórias em 2026, após dois anos marcados por estresse hídrico e temperaturas elevadas. Apesar da melhora, o relatório ressalta que a incidência do greening (HLB) continua elevada e segue moldando decisões de manejo, renovação de pomares e expansão geográfica da citricultura brasileira.