
Na contramão do cenário típico, os preços da carne bovina têm se sustentado nesta 1ª quinzena de janeiro, destaca o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta quinta-feira (15).
Segundo o centro de pesquisas, o suporte vem sobretudo da demanda firme, mesmo com as despesas extras do primeiro mês do ano. Normalmente, consumidores substituem cortes mais nobres por opções mais acessíveis, como os do dianteiro e as carnes suína e de frango.
Para a segunda metade de janeiro, o início dos pagamentos de tributos pode frear o cenário de alta da carne com maior valor agregado, projeta o Cepea-Esalq/USP.
No mercado de boi gordo, os preços estão praticamente inalterados, refletindo o quadro de oferta limitada e demanda estável.
“Desde novembro de 2022, 15 quilos de carcaça casada com osso no atacado da Grande SP valem mais do que a arroba de boi paga ao pecuarista paulista”, indica o centro de pesquisas. Na parcial de janeiro, a vantagem da carne sobre o animal para abate é de R$ 25,64/arroba.