O Governo de Minas Gerais anunciou a criação do Centro de Excelência em Cafeicultura de Montanha. Com investimento de R$ 17 milhões, o projeto será estruturado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede/MG).
Foto: Bárbara Teixeira/Fapemig

As melhores condições climáticas em boa parte de janeiro, junto da expectativa de continuidade da umidade neste início de fevereiro, devem favorecer o enchimento dos grãos de café nesta fase que é crucial para a formação da safra 2026/27, destaca o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta quarta-feira (4).

Diante desse cenário produtivo mais positivo, os preços do grão estão em queda no Brasil. Em janeiro – de 30 de dezembro a 30 de janeiro –, o Indicador Cepea/Esalq do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, recuou R$ 80,19/saca de 60 kg, ou 3,7%, encerrando o dia 30 de janeiro a R$ 2.094,55/sc de 60 kg.

“A média de janeiro de 2026, de R$ 2.178,82, foi a menor desde outubro de 2025”, acrescenta o Cepea-Esalq/USP. 

No campo, a safra 2026/27 de arábica deve apresentar produção superior à da temporada anterior. Pesquisadores do centro alertam, contudo, que o clima segue como um fator de risco, já que o final de dezembro foi marcado por temperaturas elevadas e baixa umidade, condição que pode comprometer a formação dos grãos, resultando em “cafés chochos”.