Imagem ilustra como um fungo avança como uma das opções sustentáveis para controle da broca-da-cana
Foto: Abhishek Shintr/Unsplash

Os preços dos etanóis anidro e hidratado seguiram em alta na semana passada em São Paulo, destaca o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta terça-feira (20).

Segundo o documento, o impulso vem da demanda relativamente aquecida e da menor oferta devido à entressafra na região Centro-Sul.

Distribuidoras adquiriram novos volumes, mas também continuaram retirando produto comprado anteriormente. Vendedores, por sua vez, permanecem firmes nos preços, aguardando que o movimento de alta persista”, explica o Cepea-Esalq/USP. 

Entre 12 e 16 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 3,0711/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 1,6% frente ao período anterior.

Para o anidro, o Indicador Cepea/Esalq subiu 2,17% em igual comparativo, a R$ 3,4913/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 

Cotações do açúcar recuam pela terceira semana consecutiva

Na contramão das cotações do etanol, o levantamento semanal do Cepea-Esalq/USP mostra que o preço médio do açúcar cristal branco caiu pela terceira semana consecutiva.

Entre 12 e 19 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq – São Paulo (cor Icumsa de 130 a 180) foi de R$ 105,94/saca de 50 kg, queda de 1,44% frente ao período anterior. 

Segundo o centro de pesquisas, a pressão está associada sobretudo à maior participação de açúcar cristal branco com coloração mais elevada (Icumsa até 180 – de menor qualidade) nas negociações.

“A redução nos preços reflete mais uma alteração no perfil de qualidade dos lotes comercializados do que uma desaceleração da demanda”, explica o centro de pesquisas. 

No mercado internacional, dados analisados pelo Cepea-Esalq/USP apontam que as expectativas de superávit global acima de 2 milhões de toneladas na safra 2025/26 pressionaram os futuros na Bolsa de Nova York (ICE Futures).

Por outro lado, as primeiras estimativas de menor produção brasileira de açúcar em 2026/27 (-3,9%) limitaram as quedas.