O volume de etanol hidratado comercializado pelas usinas de São Paulo cresceu 23,6%, enquanto o preço do etanol recuou 2,12%, fechando abril a R$ 2,7253 por litro
Foto: Engin Akyurt/Unsplash

Os preços do etanol hidratado no estado de São Paulo, que registravam altas consecutivas desde meados de outubro do ano passado, se estabilizaram na última semana, aponta o novo boletim semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), publicado nesta terça-feira (3).

Segundo o documento, agentes de distribuidoras estiveram pouco ativos no spot, tendo em vista que ainda trabalham com o etanol adquirido há algumas semanas. Vale lembrar que o Cepea-Esalq/USP observou negócios volumosos no encerramento de 2025.

Agora, a expectativa é de que a demanda volte a se aquecer neste mês, diante do retorno das aulas escolares e da proximidade do recesso de carnaval

Do lado da oferta, pesquisadores do centro apontam que a disponibilidade de etanol está bastante reduzida, o que leva poucas usinas a participarem dos negócios no spot.

“Enquanto algumas unidades produtoras estão sem estoques neste período de entressafra, outras que detêm volumes focam na entrega de contratos”, explica o Cepea-Esalq/USP. 

De 26 a 30 de janeiro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado (estado de São Paulo) fechou em R$ 3,0885/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequena alta de 0,05% no comparativo ao período anterior. 

Preços do açúcar recuam em janeiro

Os preços do açúcar cristal branco caíram em janeiro no estado de São Paulo, aponta novo levantamento do Cepea-Esalq/USP, publicado hoje. 

A média mensal do Indicador Cepea/Esalq, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 105,87/saca de 50 kg em janeiro, 3,44% abaixo da de dezembro de 2025 (de R$ 109,69/sc).

Pesquisadores destacam que o movimento de queda foi verificado mesmo este sendo um período de entressafra da cana-de-açúcar

“As negociações envolvendo o açúcar de qualidade inferior (cor Icumsa de 151 a 180) predominam em relação às vendas do produto de melhor qualidade, e esse fator foi determinante para a pressão baixista sobre os preços ao longo de janeiro”, explica o Cepea-Esalq/USP.