A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprou 95 mil toneladas de milho através do Programa de Vendas em Balcão (ProVB), em leilões realizados nos dias 18 e 24 de dezembro de 2025. O investimento é de aproximadamente R$ 140,7 milhões, e as compras foram feitas para garantir o abastecimento do ProVB ao longo de 2026
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Os preços do milho seguem em queda nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), mostra boletim publicado nesta segunda-feira (26).

Segundo o documento, além da maior oferta neste início de ano, reforçada pelo clima favorável à cultura no Brasil e pelo progresso da colheita da safra de verão, a menor demanda interna também explica o recuo dos valores. 

“Compradores continuam priorizando a utilização dos lotes negociados anteriormente. Parte desses agentes, além de terem estoques, acredita que, conforme a colheita de soja avança, vendedores precisarão liberar espaço nos armazéns e fazer caixa”, acrescenta o Cepea-Esalq/USP. 

No campo, paralelamente à colheita da safra de verão no Sul e no Sudeste do País, a semeadura da segunda safra teve início em algumas regiões do Sul e do Centro-Oeste, onde a colheita da soja já foi realizada.

Preços da soja também recuam

Na mesma direção do milho, as cotações internas da soja caíram na última semana, pressionadas pela queda do dólar frente ao Real, que reduziu a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, aponta novo levantamento do Cepea-Esalq/USP. 

“Além disso, a expectativa de safra recorde no Brasil reforçou a cautela dos compradores, que têm postergado novas aquisições à espera do avanço da colheita, levando à desvalorização dos prêmios de exportação”, ressalta o cenotr de pesquisas. 

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 3,2% da área nacional havia sido colhida até 17 de janeiro, ritmo acima do 1,2% registrado no mesmo período da temporada passada