Segundo dados do Radar Industrial da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), compilados pela Semadesc, as exportações industriais de Mato Grosso do Sul bateram recorde e somaram US$ 592,9 milhões em novembro de 2025. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques totais alcançaram US$ 7,1 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao mesmo período em 2024
Foto: Semadesc/Divulgação

Conforme informado pelo Radar Industrial, com dados coletados pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), as exportações industriais de Mato Grosso do Sul bateram recorde e somaram US$ 592,9 milhões em novembro de 2025. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques totais alcançaram US$ 7,1 bilhões, um crescimento de 15% em relação ao mesmo período em 2024.

De acordo com o levantamento, a indústria sul-mato-grossense respondeu por quase 80% de todas as exportações do estado no mês. O desempenho foi impulsionado pelos setores de celulose e papel, complexo frigorífico e óleos vegetais e derivados.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), os principais destinos das exportações industriais de Mato Grosso do Sul são a China e os Estados Unidos. No entanto, os produtos do estado também têm alcançado mercados na Europa e de outras regiões da Ásia.

Retração na indústria local

Conforme divulgado na Carta de Conjuntura da Indústria, da Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc, apesar dos altos valores em embarques, a indústria de Mato Grosso do Sul registrou queda na produção no mesmo período.

O setor industrial recuou 13,9% em relação a novembro de 2024, performance inferior à média nacional no período. A cadeia produtiva da carne foi o único setor que se manteve com variação positiva, com destaque para a produção de carne suína fresca, refrigeradas e embutidos. O açúcar foi outro produto que manteve desempenho relevante, ao longo de todo o ano, e contribuiu para amenizar a retração na indústria.

Com base nos dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a análise técnica da Semadesc identificou outro movimento de mercado: a queda na produção de biocombustíveis. De acordo com o documento, a redução decorre da sazonalidade do ritmo das usinas, portanto, não significaria um desempenho ruim do complexo sucroenergético como um todo.