O novo boletim agroclimatológico do INMET, divulgado em outubro, mostra um Brasil dividido: enquanto o Sul pode enfrentar excesso de umidade, regiões do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste registram déficits hídricos acima de 100 mm. Mostrando a necessidade de irrigação inteligente em situações de crise.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

A antecipação no planejamento da irrigação tem se consolidado como um fator decisivo para o sucesso produtivo no campo. Especialistas indicam que iniciar o processo com antecedência permite organizar licenças, infraestrutura e análises hídricas de forma mais eficiente, evitando decisões apressadas próximas ao plantio.

A irrigação planejada desde as fases iniciais do projeto produtivo contribui para maior previsibilidade, redução de perdas em períodos secos e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis. O princípio vale para diferentes sistemas agrícolas, como cana-de-açúcar, café, fruticultura, grãos e hortaliças, sempre considerando cultura, clima, solo e características regionais.

Em culturas de ciclo longo e perenes, o planejamento antecipado permite alinhar a irrigação ao calendário agrícola e às demandas de médio e longo prazo da propriedade. Já em cultivos de ciclo curto, garante que o sistema esteja pronto para operar no início da safra.

Antes da implantação, pontos como regularização do uso da água, disponibilidade energética e qualidade hídrica devem ser avaliados. Projetos técnicos bem dimensionados reduzem riscos operacionais e tornam o investimento mais eficiente.

A experiência de campo mostra que os principais entraves surgem quando a decisão é tomada tardiamente. Com organização prévia, a irrigação deixa de ser um desafio e passa a atuar como ferramenta estratégica para estabilidade produtiva diante das oscilações climáticas.