
O uso da homeopatia na pecuária avança no Rio Grande do Sul e em outras regiões do país, impulsionado por produtores que buscam reduzir custos, diminuir a aplicação de produtos químicos e melhorar o bem-estar animal. A prática já apresenta resultados no controle de parasitas, além de ganhos no comportamento e na produtividade dos rebanhos.
Controle de parasitas impulsiona a adoção da homeopatia
Embora a homeopatia atue em diferentes enfermidades, a maior demanda concentra-se no controle de parasitas externos e internos, como carrapatos, verminoses e mosca-do-chifre.
Entre os medicamentos mais utilizados estão o Sulphur, considerado um policresto; a Cina 200CH, indicada para verminose; e a Staphysagria, usada no controle da mosca-do-chifre.
Os produtores misturam as medicações ao sal mineral consumido pelo rebanho. Após a ingestão, os princípios ativos circulam pela corrente sanguínea e atuam diretamente sobre os parasitas. O foco principal consiste em quebrar o ciclo biológico desses organismos, especialmente no solo.
Resultados aparecem em poucas semanas
Produtores que adotaram a homeopatia relatam resultados em poucas semanas. Entre os principais efeitos estão a redução significativa de carrapatos e moscas, a melhora da saúde geral dos animais e a diminuição ou até a eliminação do uso de produtos químicos.
Em áreas com alta infestação, os resultados costumam aparecer entre 15 e 30 dias. Já o controle completo do ciclo dos parasitas pode levar vários meses, o que exige respeito aos ciclos biológicos de cada organismo.
Carrapatos levam cerca de 21 dias para completar o ciclo; vermes, de 12 a 15 dias; e a mosca-do-chifre, entre 28 e 35 dias.
Impactos na produção e no comportamento do rebanho
Na pecuária leiteira, os produtores observam aumento na produção de leite. No gado de corte, a prática favorece melhor condição corporal e reduz a incidência de problemas sanitários.
Além disso, o comportamento do rebanho muda. Os animais demonstram menos estresse, maior docilidade e melhor adaptação ao manejo diário.