Campanha vacinação contra a Febre Aftosa. Bovino. Gado, Vacina, Curral. Ateg. Assistência técnica. Senar.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Teve início em 1º de janeiro a primeira etapa de 2026 da campanha de vacinação contra a brucelose no Estado de São Paulo. A ação vai até 30 de junho e prevê a imunização obrigatória de bovinas e bubalinas, com idade entre três e oito meses, conforme o calendário definido pela Resolução SAA nº 78/24 e pelas Portarias nº 33/24 e 34/24.

A Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), reforça que a vacinação deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado. Por se tratar de uma vacina viva, há risco de infecção para quem a manipula, o que exige aplicação técnica adequada e emissão do atestado de vacinação ao produtor.

Após a aplicação, o profissional responsável deve registrar o atestado no Sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave) em até quatro dias, respeitando o período oficial da campanha. 

A lista de médicos-veterinários habilitados para realizar a vacinação está disponível no site da Defesa Agropecuária do estado.

Identificação dos animais

Desde outubro de 2024, São Paulo adota um modelo alternativo de identificação dos animais vacinados contra a brucelose, aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A identificação pode ser feita por meio de bottons auriculares, como alternativa à marcação a fogo, que é de uso facultativo.

Pelas normas em vigor, o botton amarelo identifica fêmeas vacinadas com a vacina B19, enquanto o botton azul é utilizado para aquelas imunizadas com a vacina RB51. Em caso de perda ou dano do dispositivo, é necessária a solicitação de nova identificação junto ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.

Caso não seja possível utilizar o botton, a identificação deverá seguir as regras previstas no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). A Defesa Agropecuária destaca ainda que o uso do botton é válido apenas dentro do território paulista, não sendo permitido o trânsito interestadual de animais identificados por esse método.