
Para orientar apicultores de Minas Gerais sobre os procedimentos adequados na atividade, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG) lançou a cartilha “Apicultura: Boas Práticas de Processamento”.
A apicultura no estado se desenvolve, principalmente, em pequenas propriedades. O estado reúne cerca de 7,5 mil agricultores familiares na atividade. A produção inclui mel, própolis e outros produtos. O volume anual chega a aproximadamente 7,6 mil toneladas.
A cartilha destaca que a qualidade do mel depende das plantas visitadas pelas abelhas, da água consumida e dos cuidados adotados pelo apicultor. Esses cuidados precisam ocorrer em todas as etapas de produção e processamento.
O material ressalta que o mel preserva sua qualidade quando mantém as mesmas características dos favos. Após a perda dessas características, não há possibilidade de recuperação. Por isso, toda a cadeia produtiva deve seguir critérios rigorosos. O objetivo é evitar alterações físicas, químicas e sensoriais, além de atender à legislação brasileira.
Riscos de contaminação
A Emater-MG alerta para três principais riscos de contaminação do mel:
- Físico: presença de terra, fragmentos de madeira ou insetos;
- Químico: resíduos de detergentes, medicamentos ou defensivos;
- Biológico: microrganismos como leveduras e bactérias, que podem causar fermentação e riscos à saúde do consumidor.
Armazenamento e conservação
A cartilha traz orientações sobre instalações apícolas, limpeza e conservação de equipamentos, cuidados com a mão de obra e procedimentos corretos de colheita e transporte.
O material também recomenda armazenar o mel em local seco, escuro e com temperatura adequada, sem refrigeração. Essas condições ajudam a preservar aroma, enzimas e sabor. A publicação explica ainda que a cristalização é um processo natural do mel puro e não indica perda de qualidade.
O material está disponível para, no link.