Um dos principais desafios para a agricultura familiar no Brasil é a gestão de água, já que é um recurso limitado e, se manejado incorretamente, pode comprometer a produtividade e a sustentabilidade ambiental da produção. É nesse cenário que a IrriGate atua: com linhas de código, a startup controla por automação a necessidade individual de cada lavoura.
Iniciada em novembro de 2019, a IrriGate começou como um projeto dos fundadores Gabriel Pupo e Breno Felipe Gonçalves, enquanto eram estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná.
“Na época, eu e o Gabriel ainda estudávamos engenharia eletrônica e nosso professor, ao invés de aplicar uma prova, decidiu aplicar um projeto de irrigação para atender a parte residencial, como hortas”, conta Breno. Posteriormente, o projeto foi utilizado como o trabalho de conclusão de curso da dupla e evoluiu para a startup.
Como a IrriGate opera para a agricultura familiar
De acordo com Breno, a IrriGate opera com a automação da irrigação para agricultores familiares que adotaram o método de cultivo protegido. O fundador destaca que esse público foi escolhido por desempenhar um papel fundamental para a segurança alimentar no país.
“Focamos na agricultura familiar principalmente por conta do setor não ter tanto acesso à tecnologia, mesmo sendo extremamente importante para o Brasil. Se não fosse pelos agricultores familiares, não teríamos alimentos disponíveis para a população”, comenta Breno.
Baseado nas necessidades dos produtores, conforme destacado pelo fundador da startup, a IrriGate atua em três pilares:
- Auxiliar na falta de tempo, uma vez que as ocupações da rotina (plantar, colher, vender etc.) impossibilitam uma gestão efetiva da produção;
- Responder às dúvidas do produtor em relação ao quanto e quando ele deve irrigar sua plantação;
- Impedir o excesso de irrigação, evitando o desperdício de água e reduzindo possíveis prejuízos com a lavoura.
“Hoje, além da automação, atuamos tirando dúvidas do produtor. Vamos com um sensor que faz a análise do solo e avalia o que a planta precisa. A partir disso são feitas as tomadas de decisões. Cada propriedade é de um jeito, e o nosso diferencial é extrair uma leitura local da área, a partir da qual é gerada uma solução 100% autônoma, baseada na necessidade específica do agricultor”, afirma.
A operação é montada para atuar de forma autônoma — para isso, a IrriGate programou uma estrutura com linhas de código para dar vida ao projeto. Apesar da aposta em “robotizar” a irrigação, o fundador afirma que a startup opera diferente do comum para empresas do setor — ao invés de esperar que um erro aconteça para corrigir, os programadores da entidade preveem o que pode acontecer para montar os comandos.
“Quando visitamos o campo, começamos a perceber todos os possíveis problemas que um código errado pode gerar. Então, quando estamos programando, pensamos em diversas possibilidades que podem afetar a propriedade. É um erro que pode colocar em risco a produção de uma pessoa”, destaca o fundador.
Com objetivo de expandir a presença no território nacional, a IrriGate aceitou fazer parte do seleto grupo de empresas parceiras do Clube Broto — o primeiro clube de assinatura do agro focado em soluções digitais, inovação e economia para o produtor rural.
“Entramos no Clube Broto por ter uma marca forte junto conosco. O projeto é focado 100% para o agro, com presença reconhecida na agricultura familiar. Nosso objetivo é ampliar nossa divulgação e alcançar mais produtores”, encerra Breno.