
O valor da cesta básica de alimentos registrou uma queda de preços em nove capitais em dezembro de 2025, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Por outro lado, outras 17 capitais brasileiras tiveram acréscimos de custos.
Na comparação entre novembro e dezembro de 2025, as quedas mais expressivas ocorreram em Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%), Manaus (-1,43%) e Curitiba (-1,03%). O levantamento mostrou ainda que houve estabilidade em João Pessoa (PB), onde o valor permaneceu em R$ 597,66.
As maiores elevações foram registradas em Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%), Teresina (1,39%), Macapá (1,23%), Goiânia (1,19%) e Rio de Janeiro (1,03%).
São Paulo segue liderando como a capital com a cesta básica mais cara do país, custando R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06), Cuiabá (R$ 791,29) e Porto Alegre (R$ 784,22).
Em contrapartida, os menores valores médios foram observados principalmente nas regiões Norte e Nordeste, como Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01), Recife (R$ 596,10), Natal (R$ 597,15) e João Pessoa (R$ 597,66), refletindo diferenças na composição regional da cesta.
Produtos com maior queda de preços
Entre os itens que mais contribuíram para aliviar o custo da alimentação, destacam-se arroz agulhinha, leite integral, açúcar, café em pó e óleo de soja.
O arroz agulhinha apresentou queda de preços em 23 das 27 capitais, com destaque para Maceió (-6,65%) e Vitória (-6,63%). Segundo o estudo, a redução das exportações e a demanda interna retraída pressionaram os preços no varejo.
O leite integral teve redução em 22 capitais, influenciado pela maior oferta interna, resultado da produção nacional e das importações de derivados. Já o açúcar ficou mais barato em 21 capitais, enquanto o café em pó apresentou queda em 20 cidades, impactado pela diminuição das exportações diante de incertezas no mercado internacional.
No caso do óleo de soja, a ampla oferta global da oleaginosa contribuiu para a redução de preços em 17 capitais, com quedas expressivas em Belo Horizonte (-6,68%) e São Luís (-5,90%).