O Espírito Santo vem reforçando as ações voltadas ao desenvolvimento da pesca e da aquicultura, atividades que movimentam a economia capixaba e garantem sustento a milhares de famílias.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o Estado conta com cerca de 33 mil pescadores ativos. Desde agosto do ano passado, foram desembarcadas 3.235 toneladas de pescado, segundo o Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira (PMAP-ES), reconhecido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.
Entre as ações, está o Programa PESCA+ES, com metodologia da FAO/ONU e reúne diretrizes para uma gestão mais sustentável do setor. A agenda inclui encontros técnicos, mutirões de regularização da pesca artesanal, capacitações e incentivo à organização comunitária.
Na aquicultura, o Estado registrou avanços expressivos. Em 2024, a produção de tilápia superou as 20 mil toneladas, um crescimento de 7,25% em relação ao ano anterior, segundo a Associação PEIXEBR. A expansão é apoiada pelo Projeto Fomento Aquícola, que promove visitas técnicas, elabora planos de viabilidade e viabiliza equipamentos por meio do Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf).
A Seag também investe em projetos de maricultura no litoral sul, estimulando o cultivo de moluscos, carcinicultura e a capacitação de marisqueiras, ampliando a renda de mulheres do mar.
Para o secretário de Agricultura, Enio Bergoli, o setor passa por mudanças importantes. “Sabemos que o setor enfrenta grandes desafios. Por isso, estamos trabalhando para ouvir as comunidades e oferecer condições de acesso à regularização, capacitação e geração de renda. A aquicultura é uma das alternativas que promove uma economia mais justa e uma pesca mais sustentável”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Já o coordenador de Pesca e Aquicultura da Seag, Alejandro Garcia, ressalta que o maior desafio é equilibrar produção e preservação ambiental. “Com ações voltadas à sustentabilidade, inovação e inclusão produtiva, a Seag reforça seu compromisso em garantir novas oportunidades de trabalho e renda, promovendo o desenvolvimento das comunidades tradicionais e o fortalecimento de uma cadeia produtiva mais organizada e competitiva”, afirma.